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	<title>Sgarbe</title>
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	<description>Notícias do dia</description>
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		<title>Ensaio atrasado para carta de amor ridícula #1</title>
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		<pubDate>Fri, 20 Jan 2012 17:16:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Sgarbe</dc:creator>
				<category><![CDATA[Todas as urgências]]></category>

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		<description><![CDATA[<p>Demorei mais uma vez, comecei vários textos bem assim. Era uma época, recente, espero, em que todas as minhas composições tinham esse tom lamurioso, frequentemente carregado de bobagens e estupidezes que, olha, nem te conto. Eu era uma verborragia espremida nas palavras erradas. Agora, nem te conto.</p> <p>Senti essa coisa de ter demorado, de novo, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Demorei mais uma vez, comecei vários textos bem assim. Era uma época, recente, espero, em que todas as minhas composições tinham esse tom lamurioso, frequentemente carregado de bobagens e estupidezes que, olha, nem te conto.<span id="more-420"></span> Eu era uma verborragia espremida nas palavras erradas. Agora, nem te conto.</p>
<p>Senti essa coisa de ter demorado, de novo, mas senti também uma preguiça enorme de ter de destrinchar essa porra desse pensamento maldito mais uma vez. Meus versos, essa coisa sagrada, feita para a expulsão de demônios e lesmas, ocupados com uma discussão tão óbvia, tão trivial, tão diária, tão todo dia, a de que estou atrasado da hora em que acordo até a hora que vou dormir. Uma penalidade terrível.</p>
<p>Meus ossos estão estalando, minha carne é só mágoa, minha cabeça, corpo e membros estão absolutamente infectados com a sensação de que não posso ser Deus. Nem ainda posso me unir ao supremo inimigo de Deus, cujos nomes são tantos e tão difíceis de escrever, e que aqui vamos usar Che Guevara.</p>
<p>Eu quero ter todas as coisas. Eu quero ter você em particular, mais uma vez, atrasadamente, demorado. Esse sem tempo é quem me dá a lembrança que estou vazio de novo, pela vontade de ter todas as coisas e cheio de querer você.</p>
<p>Talvez eu nunca tenho de demorado tanto para querer você.</p>
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		<title>&#8216;Fui professora do José Carlos Fernandes da Gazeta&#8217;, diz vizinha fotografada por Sgarbe no Centro</title>
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		<pubDate>Fri, 11 Nov 2011 19:04:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Sgarbe</dc:creator>
				<category><![CDATA[Todas as urgências]]></category>

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		<description><![CDATA[<p></p>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignnone size-full wp-image-414" title="Minha vizinha." src="http://sgarbe.com/wp-content/uploads/2011/11/DSC_2171-Editar.jpg" alt="" width="595" height="1190" /></p>
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		<title>Perdão no contraturno ou madrugada de domingo me absolveu</title>
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		<pubDate>Mon, 12 Sep 2011 19:57:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Sgarbe</dc:creator>
				<category><![CDATA[Todas as urgências]]></category>

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		<description><![CDATA[<p></p> <p>Há algumas horas era domingo quando ela sentou ao meu lado e disse &#8220;eu te absolvo&#8221;. Minha alma, comprimida, pálida e enrugada feito um grão-de-bico. Ela não tinha estado mais angustiada nos últimos anos e, particularmente naquelas horas, parecia se render à hipótese do universo inverso, uma antiga ideia de deslocamento material e espiritual. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignnone size-full wp-image-403" title="Meu perdão veio no contraturno" src="http://sgarbe.com/wp-content/uploads/2011/09/1360665_53239785.jpg" alt="" width="595" height="395" /></p>
<p>Há algumas horas era domingo quando ela sentou ao meu lado e disse &#8220;eu te absolvo&#8221;. Minha alma, comprimida, pálida e enrugada feito um grão-de-bico.<span id="more-397"></span> Ela não tinha estado mais angustiada nos últimos anos e, particularmente naquelas horas, parecia se render à hipótese do universo inverso, uma antiga ideia de deslocamento material e espiritual. Quem diria, tanto tempo depois, aquele pedaço do universo tentando me comover. As razões da angústia me pareciam tão claras e objetivas, o que piorava minha situação.</p>
<p>A trilha desconhecida da boate não trazia nenhuma novidade. Poucos minutos antes de entrar, com Dudson e Felipe, tinha dito aos dois &#8220;antes a gente se identificava com o que havia de pior. E agora a gente não se identifica com mais nada&#8221;, de modo que a música e as roupas daquela festa não faziam a menor diferença e eram, de algum modo,  exatamente aquilo que a gente queria e que a gente precisava. Logo a gente, quem diria.</p>
<p>Fiquei para dentro de mim assim que passei pela porta principal, ignorando os olhares que me puxavam, atendendo tão somente àqueles mais desafiadores que, por algum tipo de orgulho, era preciso responder até as últimas consequências, provavelmente um apagar para nunca mais poucos segundos depois. Nossa, preciso de um cigarro.</p>
<p>Sentados, com a primeira tragada bem dada, ela, essa mulher até agora desconhecida, sentou ao meu lado e disse &#8220;eu te absolvo. Eu te absolvo deste lugar&#8221;. Voltei para casa e acordei outra pessoa.</p>
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		<title>Quem sabe a transversal diferença me faça bem amanhã</title>
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		<pubDate>Mon, 08 Aug 2011 12:14:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Sgarbe</dc:creator>
				<category><![CDATA[Todas as urgências]]></category>

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		<description><![CDATA[<p></p> <p>No fim do mês, vou-me encontrar com o salvador. “Foi muita bondade de Nosso Senhor Jesus Cristo / Mas por via das dúvidas livrai-nos meu Deus de todo mal”. Estive desconfiado desde minha primeira intenção e marquei também com uma segunda opinião. Nesses assuntos complicados é preciso manter alguma confusão, para que, de algum [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignnone size-full wp-image-388" title="No fim do túnel, quem sabe" src="http://sgarbe.com/wp-content/uploads/2011/08/616851_11174282.jpg" alt="No fim do túnel, quem sabe" width="595" height="395" /></p>
<p>No fim do mês, vou-me encontrar com o salvador. “Foi muita bondade de Nosso Senhor Jesus Cristo / Mas por via das dúvidas livrai-nos meu Deus de todo mal”. <span id="more-385"></span> Estive desconfiado desde minha primeira intenção e marquei também com uma segunda opinião. Nesses assuntos complicados é preciso manter alguma confusão, para que, de algum modo, seja mantida a utilidade da vida.</p>
<p>Tinha de ter começado este texto há um ou dois dias, quando imaginei que, dada a pressa da maior parte de meus pensamentos, era preciso fazer um registro rápido, à época de cada fenômeno, para então se apresentar uma visão mais lúcida e apropriadamente duvidosa da realidade. Sobre a transversal diferença entre as ideias daquele momento, no passado, e as deste momento, presente da casualidade, é que quero explicações e por isso marquei não com um, mas com dois salvadores.</p>
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		<title>Nascidos em 1984, avisemos a Orwell que as coisas vão muito mal</title>
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		<pubDate>Thu, 28 Jul 2011 21:18:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Sgarbe</dc:creator>
				<category><![CDATA[Todas as urgências]]></category>
		<category><![CDATA[1984]]></category>
		<category><![CDATA[27 club]]></category>
		<category><![CDATA[clube dos 27]]></category>
		<category><![CDATA[george orwell]]></category>

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		<description><![CDATA[<p>Fui pego de surpresa aos vinte e sete com um problema no estômago. Não é surpresa, portanto, que todos aqueles gênios criativos tenham morrido nessa idade (“<a title="27 Club" href="http://en.wikipedia.org/wiki/27_Club" target="_blank">27 Club</a>”). Não que me compare a um gênio criativo, porque, ao contrário, sou um cuzão quando o assunto é rebeldia, tenho aversão à índole [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Fui pego de surpresa aos vinte e sete com um problema no estômago. Não é surpresa, portanto, que todos aqueles gênios criativos tenham morrido nessa idade (“<a title="27 Club" href="http://en.wikipedia.org/wiki/27_Club" target="_blank">27 Club</a>”).<span id="more-375"></span> Não que me compare a um gênio criativo, porque, ao contrário, sou um cuzão quando o assunto é rebeldia, tenho aversão à índole de mau.</p>
<blockquote><p>Não se deixem enganar: de Deus não se zomba.<br />
Pois o que o homem semear, isso também colherá.<br />
&#8211;Bíblia</p></blockquote>
<p>Desobedecer às normas ridículas do pastor de jovens da igreja batista não era rebeldia, na adolescência, devo compor prévia defesa. A verdade é que eu era conservador demais para todo aquele papo furado de neoblablablismo. Passada a ressalva.</p>
<p>Quando Amy Winehouse foi declarada morta pela polícia de Londres, liguei para Gabrielle em Brasília. Reclamei, falei alguma coisa sobre a Cantora Mara Lima, deputada do Paraná, que segue viva e aparentemente saudável, e Gabrielle, falando da música, disse “sim, aquela porcaria”. Rimos, mas ambos com o coração muito apertado, aos vinte e sete.</p>
<p>É fácil entender porque alguns decidem partir para outra, como bem explica Eric Arthur Blair, o George Orwell, em &#8220;1984&#8243;.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Notas sobre o 103, em resposta à ascendida Gabrielle Seraine</title>
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		<pubDate>Sat, 23 Jul 2011 13:28:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Sgarbe</dc:creator>
				<category><![CDATA[Todas as urgências]]></category>

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		<description><![CDATA[<p></p> <p>Gabrielle, bom dia. Foi necessário esperar pelo último dia desta semana para que, ainda em tempo, pudesse responder sua carta sobre o 103. Sabe como é. O assunto é muito delicado para todos nós, não se pode mexer impunemente no que até agora nos deu de melhor a vida, porque os riscos de uma [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignnone size-full wp-image-363" title="Como Remédios, em um livro do G. G. Márquez" src="http://sgarbe.com/wp-content/uploads/2011/07/homem_voando_full.jpg" alt="Como Remédios, em um livro do G. G. Márquez" width="595" height="395" /></p>
<p>Gabrielle, bom dia. Foi necessário esperar pelo último dia desta semana para que, ainda em tempo, pudesse responder sua carta sobre o 103.<span id="more-360"></span> Sabe como é. O assunto é muito delicado para todos nós, não se pode mexer impunemente no que até agora nos deu de melhor a vida, porque os riscos de uma constatação indelicada, a de que hoje somos mais medíocres do que ontem, ficam grandes, cada vez maiores. Seja isso verdade ou não.</p>
<p>Levei o assunto a duas ou três conversas e também à sala de terapia. Nas duas experiências, evidentemente complementares, há de se lamentar a fugacidade daquele tempo na Amintas de Barros, quando éramos vizinhos de Dalton Trevisan e bebíamos em volta de onde Leminski caía bêbado.</p>
<p>Apesar das festas diárias (aliás, elas nos aconteciam sozinhas, não fazíamos esforço nenhum), tinha a coisa subterrânea. Naquela fração imbecil da adolescência, pensávamos também sobre os benefícios de uma passagem forçada, seguindo os exemplos que nos apareciam, os das mortes lentas, como a da Bia, ou das instantâneas, como a da Ivani. A primeira tomou remédios até partir e a segunda se jogou de um décimo segundo. Morando em um apartamento pela primeira vez, tivemos uma janela de um décimo a nossa disposição.</p>
<p>Despencaram cinzas e filtros de cigarros, mas nenhum corpo. Até um celular (que sobreviveu à queda) caiu, mas nenhum corpo. Vai que estávamos prontos para flutuar, e não para descer. Foi mais ou menos o que aconteceu. Como Remédios, em um livro do G. G. Marquéz.</p>
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		<title>Videocast: O melhor e o pior da Marcha das Vadias em Curitiba</title>
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		<pubDate>Mon, 18 Jul 2011 19:57:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Sgarbe</dc:creator>
				<category><![CDATA[Videocast]]></category>
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		<description><![CDATA[<p></p> <p>Marcada para as 11h deste sábado (16), com quase uma hora de atraso saiu do Passeio Público de Curitiba a Marcha das vadias, a caminho da Boca Maldita. Na comunidade que têm no Facebook, os organizadores explicam a manifestação como uma “Marcha contra a culpa da mulher em casos de agressão sexual”. Os participantes [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><iframe width="595" height="368" src="http://www.youtube.com/embed/Ck28zBq6idc?rel=0" frameborder="0" allowfullscreen></iframe></p>
<p>Marcada para as 11h deste sábado (16), com quase uma hora de atraso saiu do Passeio Público de Curitiba a Marcha das vadias, a caminho da Boca Maldita.<span id="more-342"></span> Na comunidade que têm no Facebook, os organizadores explicam a manifestação como uma “Marcha contra a culpa da mulher em casos de agressão sexual”. Os participantes foram chamados pela internet, onde por semanas houve intenso debate.</p>
<p>Ao chegar no Boca Maldita, um tradicional lugar de manifestações políticas e artísticas, vai ter um piquenique para &#8220;confraternizar&#8221;, disseram os organizadores.</p>
<p><a title="Entenda toda a história" href="http://busca.globo.com/Busca/g1/?query=marcha+das+vadias&amp;ordenacao=descending&amp;offset=1&amp;xargs=&amp;formato=&amp;requisitor=g1&amp;aba=todos&amp;filtro=agregadorproduto%3A%5EG1%24%2Csubeditorias%3A%5EParan%C3%A1%24&amp;on=&amp;formatos=22%2C19%2C1%2C2%2C0%2C0%2C0%2C0%2C0%2C0%2C0&amp;filtroData=&amp;dataA=&amp;dataB=" target="_blank">Entenda toda a história</a></p>
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		<title>Comigo passeiam Freud, Malu e Araújo pelo Estação Plaza Show</title>
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		<pubDate>Sun, 17 Jul 2011 21:53:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Sgarbe</dc:creator>
				<category><![CDATA[Todas as urgências]]></category>

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		<description><![CDATA[<p>Há de se observar, por medida cautelar, que Freud deu alguma importância aos sonhos, mas isso não rendeu nenhuma vantagem no entendimento do que segue. Tendo encontrado pessoas do meu trabalho em meu inconsciente, apesar de nenhuma irregularidade nas imagens, fica a impressão de que pega mal contar.</p> <p>Quer dizer, talvez pegue mal dizer que [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Há de se observar, por medida cautelar, que Freud deu alguma importância aos sonhos, mas isso não rendeu nenhuma vantagem no entendimento do que segue.<span id="more-327"></span> Tendo encontrado pessoas do meu trabalho em meu inconsciente, apesar de nenhuma irregularidade nas imagens, fica a impressão de que pega mal contar.</p>
<p>Quer dizer, talvez pegue mal dizer que -não- houve nenhuma irregularidade quando sonhei com Malu Mazza, mas era roadie da banda de punk-rock dela, durante uma apresentação no Estação Plaza Show, em Curitiba. O Estação Plaza Show não existe há anos e Malu nunca teve uma banda que tocou lá. Quer dizer, o que é isso, Jesus Cristo.</p>
<p>Em uma sala de cinema, talvez do UCI do Estação Plaza Show, outro sonho, meu espectro, muito decepcionado pela decisão do diretor de rodar em três quartos quando, na verdade, a ideia do momento devia ser a extensão do quadro para pelo menos um, sei lá, dezesseis por nove estava bom. Como é que teve a coragem de usar aquele aspect-ratio ultrapassado da televisão standart. Ninguém dava a mínima, eram poucos espectadores. Entra Fernando Araújo, senta no fundo, e, adotando a causa, reclama também.</p>
<p>Qualquer dia, talvez, o sonho com Gaga.</p>
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		<title>A herança do filho pródigo e outros assuntos nem tão urgentes</title>
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		<pubDate>Fri, 15 Jul 2011 12:38:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Sgarbe</dc:creator>
				<category><![CDATA[Todas as urgências]]></category>

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		<description><![CDATA[<p>Passei as últimas horas refletindo sobre o que chamo de temas urgentes, que de urgentes mesmo pouco ou nada têm, não fazem a menor diferença no funcionamento do mundo. E a herança do filho pródigo.</p> <p>“Um homem tinha dois filhos. O mais novo disse ao seu pai: ‘Pai, quero minha parte da herança’”. É uma [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Passei as últimas horas refletindo sobre o que chamo de temas urgentes, que de urgentes mesmo pouco ou nada têm, não fazem a menor diferença no funcionamento do mundo.<span id="more-297"></span> E a herança do filho pródigo.</p>
<p>“Um homem tinha dois filhos. O mais novo disse ao seu pai: ‘Pai, quero minha parte da herança’”. É uma história descrita na Bíblia, amplamente propagada, uma vez que o tal filho desnaturado gastou tudo em drogas e putas – de acordo com uma exegese descomprometida – então voltou para casa, recebido com festa, depois de comer ração para porcos. Uma versão clássica de “Eu bem que te avisei”, com final Hollywood.</p>
<p>A questão é, quando, nessa ficção, o pai morreu, como foi distribuída a propriedade. Previamente advertido, não faz diferença nenhuma.</p>
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