Estamos em inglês e este é o principal problema para resolver agora. Foi bem laboroso encontrar um um sistema de comentários adequado, este é. Pena que está em inglês. Vai em inglês mesmo até a gente se acertar.

Site de Ata Hostin

Partimos para uma pesquisa de público por ordem do publicitário que vai desenhar nossa identidade visual, o Felipe Pinheiro. Toda nossa equipe odeia coisas chatas como notícias de dias oficiais de doenças ou responder questionários. Só que não tem escapatória. Mercado, mercadológico, mercadologicamente estamos aí.

Mais que ligeiro mandei um e-mail para a ex-professora de marketing, Miriam Mazo. Ela ensinou sobre formulação das perguntas, Likert, diferencial semântico, eu não lembro de mais nada. Não levei a sério a idéia de que jornalista precisa saber dessas coisas e amarelei na hora. Ela vai dar uma força na formatação, na criação das escalas.

Ainda estamos em dúvida sobre o que é pior: perguntar quanto a pessoa ganha ou quantas geladeiras ela tem em casa ou ainda se a gente deve perguntar sobre grana. Eu acho que se a pessoa não for deputado paranaense não tem nada para esconder.

Eu brincava de casinha com a minha prima Francine, no chiqueiro. Meu avô matava o porco e a gente corria montar nosso lar. Isso faz um par de anos já, que coisa. Daí veio o Ivanildo pra uma casinha de verdade com ela e tiveram até tem um bebê. O nome é Gabriel, meu afilhado.

Fiquei tão emocionado. Quando o peguei no colo, deu risada (ele nem sabe o que é isso, mas foi tão lindo).

 

Há quatro meses, mais ou menos (a gente não se preocupa muito com a conta), começamos a desenhar o site da Jornalismo FM. Tínhamos uma porção de notícias e colunas interessantes e precisava de um veículo, a internet está aí pra esse tipo de coisa. Nem só de fotinho photoshopada no Orkut viverá a web. Só que grana, nem pensar. Vamos de código livre.

Contratamos um serviço de hospedagem em Linux e mandamos ver em um blog WordPress com um template comprado e adaptado. Funcionou por um tempo até que nosso volume de informações passou a não caber na capa. Sabe como é blog. Fomos avacalhando o layout aqui e ali, arrumando espaço onde não tinha, até que o software passou da versão 2.7 para a 2.8 e nosso site ficou manco, coitado.

Agora planejamos um novo site com a ajuda de especialistas. Amanhã deve ser definido se continuamos com o código livre, algo mais robusto como o Joomla, ou se vamos começar do zero.

 
No final de 2007 voltei a documentar. Tinha me impressionado com o sangue de “A vida por um risco”, mostrar a fragilidade do corpo humano tinha sensibilizado muita gente de coração gelado, e então sugeri para a produtora do filme, Romiana Oyama, que podíamos continuar pelos cantos da medicina. Ela gostou.

A gente sempre brincava nas aulas de televisão sobre o modelo foca-na-lágrima de contar histórias. A discussão tinha sentido: a gente queria achar equilíbrio. Para abordar temas sociais a frieza do lead não servia, mas não servia também o “De volta para minha terra”, do Gugu.

Romi e eu fizemos listas mentais descartando sempre o que fosse fácil de fazer. Ligamos para o Hospital Pequeno Príncipe e marcamos uma visita ao departamento de marketing (que faz a assessoria de imprensa deles). Apresentamos a idéia: contar histórias da casa de apoio do hospital, onde pacientes e um acompanhante, geralmente a mãe, ficam hospedados durante os tratamentos. Conseguimos a papelada.

Para o recorte ser preciso a gente teve de apelar para o discurso direto, entrevistas. Então a edição é mais refinada, para não cansar o espectador. Adianto que tem lágrima.



Tia Nice ligou na hora do almoço, estava preocupada. Disse que a cunhada dela soube do fechamento dos shopping e mercados, era bom se prevenir. Então meu pai comprou 16 rolos de papel higiênico e fez um controle extra do portão de casa, “em todo caso”.

Considerando que a última gripe do mundo foi a crise financeira mundial e que o remédio era o aumento do consumo, tampa aqui, descobre ali, eu não faço ciências sociais, mas a teoria da conspiração me sobrevém sem pedir licença.

Os documentários sempre me atraíram porque eram de verdade. Ainda são, mas não exatamente como eu imaginava. As relações prévias com o assunto, o tempo de documentação, as condições técnicas: é como uma roleta, então a sorte pode dar as caras.

Em 2007 a professora de televisão pediu um desses e a gente queria sangue. Ficamos 12 horas na sala de atendimento do pronto-socorro e conseguimos boas histórias, exatamente o que queríamos. Histórias sangrentas.

Escolhemos contar o dia em ordem cronológica. E mesmo assim dá frio na barriga.
 
Assista agora