Escrito por Vinícius Sgarbe
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06 Outubro 2009
Não havia uma idéia central, resumia-se, exatamente, a um somatório perturbado de incoerências. Sentiu, de súbito, que era superior, que tinha uma inteligência melhor do que a os outros. Culpava-se e invejava cada parte estúpida, como uma sentença. O formato das sobrancelhas, a cor da pele, o diâmetro das panturrilhas.
Quando pensou ter tentado curar todos os corpos que haviam passado por ele, era tarde demais.