| 07 Novembro 2009
De segunda para terça o alarme aqui de casa disparou de madrugada. Digitou-se a senha no teclado, nada. Uíuíuí bem alto às quatro da matina. Levantados todos menos uma visita que pernoitava. A família está unida na copa.
Lembrei dos vizinhos. Eles consideram esse tipo de acidente como de propósito. Gente caprichosa. Há anos, devolviam as bolas caídas no quintal deles furadas a mão.
Vamos ter de tomar uma atitude mais drástica, disse.
Tomei na gaveta da cozinha uma faca de serra, subi os quinze degraus que levam para o forro, arrastei caixas e abri uma porta com oitenta centímetros de altura, dei de cara com a caixa d’água.
O auto-falante estava entre uma viga de madeira e a telha. Degolei-o em duas ou três passadas agressivas. Odeio que me tirem dez minutos de sono.
Fim do uíuíuí. Até sexta-feira e depois no sábado, quando passei em frente a dois bancos com a sirene ligada.
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