Pão que o diabo amassou

Algumas coisas, insisto, acontecem só comigo. Não é arrogância, é redundância. Porque se acontece comigo, é claro que é só comigo, porque eu sou um. Estou embolado neste começo e não sei como sair. E não tenho outra idéia para começar essa bosta.

Mas, foi na padaria. É… foi na padaria. Essa é quase boa. Olha, eu não achava que a turma do pão tinha alguma coisa contra mim, mas agora eu tenho certeza. E eu até mereci. Qualquer um que pede pão do meu jeito pode ser desprezado. “Um real de pão”, eu disse. “Um real?”, e a balconista me olhou com uma cara de você-não-sabe-fazer conta. Ou nem me olhou, mas foi o que eu vi. E tem mais, um cara instruído não pode chegar aí publicamente e dizer “um real de pão”. Dá impressão que o cara pede dois real de churros, três real de bala. Um chops e dois pastel.

Faço mea-culpa. Meu castigo foram dez minutos de espera e depois mais dez, porque “o pão que o padeiro deixou na cesta foi para os outros que estavam na vez”. Vinte minutos sórdidos de espera, fiquei lendo Tribuna do Paraná. Desgraça pouca é bobagem.

Bem, mas tinha a a história da mulher traída que depois de decapitar o marido safado cortou-lhe o membro.

Publicado por

Sgarbe

Jornalista, produtor de mídia, fã de arte.

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