Sgarbe para Ety; Carta um

Querida amiga Ety, escrevo com o coração partido. Há poucas horas, tomei o cuidado de fechar a boca do impulso quando me perguntou: “O que é felicidade?”. Qualquer resposta parece ser, por mera necessidade da linguagem, da palavra, uma tristeza em si mesma e, logo, um tipo de contradição para a pergunta. Gosto da ideia de que príncipes materializados se tornam menos capazes de nos governar – uma ideia roubada da literatura francesa quando se atreveu a classificar os persas. Estamos, nestes dias, com calor fora do corpo.

O copo é um problema para alguns amigos chegados. As bebedeiras sem fim terminam quase que invariavelmente em grosserias semeadas à sorte, e trabalho para quem está em volta – recolher desafetos, cacos e garrafas pela metade. Isso está me consumindo – porque não gostaria de ver gente que se poderia salvar destruindo o próprio corpo e, junto a isso, todas as relações que direta ou indiretamente estão ligadas a tal corpo. Pensei, sobre a autodestruição desses, na expressão “pérfido”, porque preferem derrubarse-se a tão somente deixar-se em pé.

Adeus.

Parques fazem parte de
toda história infantil

Toda temporada, Golden Park chega à Praia de Leste, no litoral do Paraná. Quem tem juízo corre pra lá, pelo risco de se divertir com memórias inapagáveis.

Experiência com bombas: primos aprendem a lidar com fogo e incomodam vizinhos

São José dos Pinhais é uma cidade que me incomoda, e isso não vai mudar. Fui funcionário público concursado lá, por dois anos – parte da grana que pagou a faculdade de jornalismo veio disso.

Mas apesar dos conflitos intelectuais e ideológicos, lá residem eternamente minhas memórias familiares e infantis. Dentre elas, a que tem a ver com bombas.

Uma visita ao começo de tudo: questões nutricionais, álbum de família e luz dourada

Um passeio – com o afilhado Gabriel e o irmãozinho dele Matheus – até a área rural de São José dos Pinhais (PR), onde nossos avós, pais e tios cresceram, alerta, entre outras coisas, o perigo da banha de porco.

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O que liga a tragédia da Chapecoense, a morte de Carrie Fisher e Jorge Pontual?

Existe culto à morte no Brasil. A gente pode ver isso no comportamento da imprensa, que reflete a cultura familiar do ocidente.