De vulnerável

Lembrei do que mais comumente me fazia sentir comum e era escrever sobre todas as coisas que se enclausuraram na sala da terapia ou nos programas de desenvolvimento. Faz sentido que eu as tenha reservado, mas não um sentido completo.

Sabe a autodepreciação que resulta de assistir coisas bonitas ou ler revistas ricas? Eu nunca. Mas notei que a vida de Instagram tinha simbolizado algo para mim agora há pouco, enquanto fumava um cigarro derradeiro de quinta-feira na sacada.

Quantas oportunidades tenho de esperar para deixar claro que me sinto uma alma quebrada. E com espaços tão vazios entre as peças que jamais se entenderá um mosaico completo. E que vendo assim, com transparência para mim e registrando em carta, é que me torno um homem inteiro.

Penso um bom par de sinapses antes de clicar em publicar. Se alguém do círculo próximo pode entender como indireta – e entendem quase todo dia. Mas quando está em minha consciência que ali tem treta, dou passos para trás. Então, primeiro tem esse erro que cometo pela compulsão de agradar (como é sabido por alguns, fracasso miseravelmente muitas vezes).

Depois vem a coerção do não se mostrar vulnerável. Deixei de mandar tomar no cu tem muitos anos, em uma lição aprendida de Eduardo Abilhoa. Mas não tem problema algum eu ficar puto da cara e comunicar às pessoas. Algo assim.

Sabe o que eu acho dessa história de “Universo”, balela. A balela da vez. A gente joga lixo espacial para o Universo e só. A maneira como nos vão amansando, esse pessoal new age, porra. A gente não é vaca para dar mais leite, nem corte para ouvir mansidão antes de ser morto. Serve para você? Guarde para você. Se tem uma coisa podre no mundo é um evangelho falado e não vivido.

Eu tenho vontade de me comunicar mais, formatinho de blog, sobre esses assuntos. Se é que amanhã eu não acordo todo oprimido de novo e penso “tem que se preservar”.

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