A Justiça quer reatar

O habeas corpus negado à deputada estadual Clarissa Técio pelo o fim do lockdown em Pernambuco serve como um convite para reatar, da parte da Justiça. Nem tanto pela decisão em si, mas pelo texto que a acompanha. Começa que “a deputada não tem legitimidade para representar”.

O ministro Rogerio Schietti Cruz não fez cerimônia para escrever que Clarissa ignora a gravidade da Covid-19, especialmente no estado dela, onde, até a data da publicação, 1.741 pessoas tinham morrido. Sobre o isolamento, compara Bolsonaro a Trump (EUA é o país mais atingido).

Cruz: “Em nenhum país (…) ministros responsáveis pela pasta da saúde são demitidos por não se ajustarem à opinião pessoal do governante máximo da nação e por não aceitarem, portanto, ser dirigidos por crenças e palpites”. Poxa, Clarissa, deu problema seu post no STJ.

A deputada do PSC foi instruída para deixar o assunto no qual se meteu ao “Ministério Público, partido político com representação no Congresso Nacional, organização sindical, entidade de classe ou associação e defensorias públicas”.

Fotos: Rogerio e Clarissa. Divulgação.

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