Cartomante curitibana não é de nada

Quando o rei Davi estava para morrer, instruiu a Salomão que cuidasse do “caso de Simei, filho de Gera, o benjamita de Baurum, aquele me me amaldiçoou de maneira tão cruel quando eu ia para Maanaim”. Nas leituras, encontro fundamentação para o que passamos a ser a partir das palavras dos outros. Está no desenvolvimento infantil da psicanálise, nas injunções da análise transacional e, no caso de Velho Testamento, na maldição.

Em Curitiba, uma cartomante charlatã tem feito o papel de Simei. Mas como nesta cidade ninguém é bobo nem nada, evoco a sequencia da fala de Davi: “Você não deve tratá-lo como se nada tivesse acontecido. Você é sábio, saberá lidar com isso e saberá o que fazer para que ele pague pelo que fez antes de morrer”.

Cravar sobre o trabalho de alguém “charlatã” pode parecer ríspido. Mas talvez não ríspido o suficiente. Porque a curitibana que ganha a vida manipulando histórias alheiras é cínica, indiscreta e estúpida.

Este texto não é um indireta. É uma direta à adivinhadora fajuta. Amigos amados por mim e por suas famílias são vítimas dessa vigarista. Ela cobra por conselhos espirituais, mas se envolve até as tampas, enviando mensagens para forçar as próprias previsões, quando não insultos ao ser desqualificada.

Minha senhora, pare. Pare antes que tenha de pagar uma multa daquelas ou vá parar na cadeia.

Versão do texto: “A Mensagem: Bíblia em Linguagem Contemporânea”. Eugene H Peterson. Tradução: Luiz Sayão.

Foto: Markus Spiske/Unsplash.

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