O que a Prefeitura diz não se escreve

A palavra do secretário de Governo de Curitiba, Luiz Fernando de Souza Jamur, sofreu desvalorização ímpar nesta semana, na avaliação de representantes do setor de academias. Em um vídeo gravado pelo empresário Raphael Bonatto, Jamur declara, em reunião no Centro Cívico na última segunda-feira (15), que as “academias vão sair do Art. 2º do Decreto 774.

Acontece que o secretário mudou de ideia – e não se deixará de anotar que muito provavelmente a conta paga por ele é na verdade do prefeito Rafael Greca – no dia seguinte. Mas o que tinha sido uma agenda oficial veio então em forma de telefonemas exasperados.

“Quando saí da reunião [na segunda], perto das 18h, passei a chamar os 241 funcionários CLT das quatro academias que administro. Meu compromisso era um termo sanitário apropriado, que deveria ter sido disponibilizado na terça. Mas em vez do termo o que vieram foram os telefonemas de Jamur para nos informar que tinham mudado de ideia”, relata Bonatto.

“Como fazemos? Uma hora, suspensão dos contratos. Outra hora, retomada. Depois, muda de novo”, pergunta. Além dos funcionários, há uma rede de pelo menos 600 professores autônomos.

Foto: Raphael Bonatto concede entrevista à rádio Mundo Livre. Facebook.

Uma resposta em “O que a Prefeitura diz não se escreve”

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *