É inútil checar fatos isoladamente

Do livro “Os engenheiros do caos”, de Giuliano Da Empoli – presente de Luca Rischbieter, que me surpreendeu pelo correio – tenho bandagens para o homem invisível em mim que constatava sobre o tiozão do zap: “ele tem motivo que não depende de checagem”.

Sem contar que a partir de um fato corriqueiro e comprovável se pode construir uma fantasia extraordinária que nos coloca à mercê da China, de Bill Gates, quando não dos ETs. E este parágrafo não é hiperbólico. É precisamente o tipo de estória que roda por aí para nos confundir, quando não na política, nas relações pessoais. Quanto não se duvida hoje da inteligência do pessoal por causa de uma Nise Yamaguchi da vida?

Meu hóspede Renato Sgarbe (foto) – também atende por meu pai – topou uma experiência para esta noite. Vamos assistir a telejornais de duas emissoras (cada qual tem uma de preferência, mas que não seja esnobe contar que minha preferência mesmo é por um canal francês que assisto diariamente). E, na medida do que se consegue deixar passar sem ardor de úlcera, vamos analisar domesticamente como nos parece a virilidade intelectual da imprensa.

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