O ativismo ‘siga meu marido’ tem dias contados

Pensar Curitiba para os próximos anos dói o calo da bunda da alma. O que tem de rica tem de pequena. Não raro meu telefone toca com alguém em dúvida sobre a coragem de algumas mulheres ter-se tornado um tipo agressivo de opinião contra um mundo que não podem ou não querem ver.

Quando a ex-primeira dama do Paraná Fernanda Richa gastou mais em combustível de aeronave que nos cobertores que foi doar no interior, houve quem a defendesse sob “é uma mulher que sai da cama para ajudar os outros”. Se fosse o tipo decente, quem saberia que saiu da cama?

Há uma mobilização poderosa quanto ao papel das mulheres nesta cidade. Das pesquisadoras de poder ao círculo de oração, há pontos de vista refrescados pela inteligência, pelas circunstâncias, e por dados de realidade. Ao que parece, são dessa categoria as feminilidades mais detestadas quer por homens importantes, quer por eternas rainhas de baile.

“O que resta da grande paisagem de pensamentos vividos. Dize, minha alma, senão o vazio?”

— Vinicius de Moraes

Claro que nenhuma Jezabel se faz sem um Acabe. Quer dizer. Uma mulher desfigurada é também fruto do ambiente onde um bunda-mole vive para o nada.

Nesta semana, voltamos a ouvir mulheres que têm algo a dizer, em uma live marcada para terça (14), às 17h.

Ana Paula Bellenzier e Laís Leão são entrevistadas por João Arruda, sem papas na língua. É para dizer com clareza da vergonha que nos traz Damares Alves ou a falta de mulheres nos governos estadual e municipal. Também para fazer contraste com as caridosas mulheres curitibanas que durante a pandemia sugeriram que os trabalhadores são vagabundos, que gays tem muitos direitos e que subiram a bandeira “siga meu marido”.

Foto: Reprodução.

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O caráter revolucionário que emana das mudanças dos dias, meses, estações, anos, séculos e milênios reverbera nas relações de poder; sobretudo neste paternalismo que oprimiu multidões no decorrer da HISTÓRIA UNIVERAL.

Com amor,

Plínio Sensível

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