Jornalismo e redes exigem acessibilidade

No jornalismo e nas redes digitais, acessibilidade é tão importante quanto uma boa ordem para as informações. Com ela, o mundo fica mais fácil para todos. Henry Xavier é jornalista esportivo e pessoa com deficiência. A história dele está também em uma entrevista concedida a mim. “Se uma calçada está boa para um cego, não estará boa para alguém que enxerga?”, pergunta.

Resumindo a ópera, um bom começo é tornar as legendas das fotos mais descritivas. Algo como “à esquerda, de meio corpo, voltado para apoiadores, presidente Bolsonaro ergue caixa de cloroquina com as duas mãos, acima da cabeça, tal qual se faz com o ostensório na Missa”.

O exercício do lead americano organiza a cabeça do repórter. Ele tem de responder às perguntas “o quê, quem, como, quando, onde e por quê”. Quando o lead é esquecido, o noticiário fica à deriva do mapa mental do “dono” da estória. Frequentemente há diferenças razoáveis entre os jeitos de pensar, os quadros de referência. O lead e a acessibilidade ajudam a comunicar mensagens mais precisas.

#paratodosverem

Imagem: À esquerda, de meio corpo, voltado para apoiadores, presidente Bolsonaro ergue caixa de cloroquina com as duas mãos, acima da cabeça, tal qual se faz com o ostensório na Missa.

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