O que o rádio ensina sobre ganhar público

Tem de marcar posição. Foto: Stefaan Van Parys.

Projetos de comunicação nascem da necessidade de contar alguma coisa a alguém, por isso se procura “como ganhar público”. Então, os tipos de publicação são vários. Nesse sentido, elas podem ser para um público restrito, no caso de um house organ, que é um “jornal da empresa”, para um nicho de assinantes, ou de broadcast, quando se vai às redes, rádio e televisão.

Contadores de piadas são invariavelmente bons comunicadores. Por isso, gosto de ficar em volta deles nos encontros de família. Quando eles floreiam o simples, capturam minha atenção. As melhores que ouvi são inverossímeis. “Uma freira estava na estrada segurando uma cesta de pintos…”

Cesta com pintos. Foto: Karolina Grabowska.

Por outro lado, ser bom com anedotas não significa ter sucesso perene em projetos pessoais ou empresariais de comunicação. Perfis famosos no YouTube e no Instagram tendem a ter prazo de validade quando não se profissionalizam.

Primeiramente, projetos de marcas, plataformas, ou políticos são de comunicação.

Além disso, as aulas de rádio da faculdade de jornalismo apresentam três aspectos fundamentais para a construção de público. Vamos emprestar a ideia do rádio, porque ela serve amplamente.

Como ganhar público

Em outras palavras, um projeto de comunicação precisa de oportunidade para aparecer.

Repetição

Vejo natimortos com frequência. São do tipo “vou postar a partir de hoje dicas de direito ambiental”, e o próximo post não existe. Um projeto marcante tem de dar as caras repetidamente.

Periodicidade

E não somente dar as caras repetidamente, tem de ter um intervalo razoável entre as publicações. Em outras palavras, uma newsletter enviada quinzenalmente tem mais chance de sucesso que uma enviada unicamente pela vontade do remetente.

Cada vez que se mantém a publicação viva, com periodicidade sagrada, é depositado um tantinho de confiança do público naquele projeto. Como ganhar público? De grão em grão…

Plástica

O professor de fotojornalismo André Zielonka brinca que “dominar a profundidade de campo é o que diferencia fotógrafos de mortais”. Estou com ele na ideia de que dominar a plástica faz diferença marcante entre projetinhos e projetos.

Eu me vali deste discurso panfletário
Mas a minha burrice faz aniversário

Herbert Vianna.

Por fim, a roupa, a fala, a qualidade da câmera, do microfone, o cenário. Essas variáveis têm de ser controladas para um resultado satisfatório.

2 comentários

  1. Olá Vinícius Sgarbe,
    Trabalhei muitos anos no rádio e parte da minha oratória devo a experiência que tive no espaço radiofônico. É muito mágico, quase sempre são fiéis ouvintes nunca te viram. Não há imagens para prender a atenção, é pura sonoplastia. O rádio é uma caixinha de surpresas que toca o coração e faz escola mesmo na era das redes sociais.

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