Continho da família #2

Meus amigos e eu não brigamos por causa de política. Não faria sequer sentido chamar alguém de irmão, de amigo, se a gente brigasse por qualquer motivo. Não é como entendo uma amizade. Evidentemente, não concordamos em tudo, jamais nos ignoramos, e até temos pontos de vista ≠s.

Uma das descobertas mais tristes da minha vida foi saber que burros estão por aí se passando por inteligentes. Sério. Verdade. A gente olha, tem aparência de intelectual, foi na terapia, tem um ou outro título, mas no fundo… bem, o fundo é de um pires.

Chega a ser um paradoxo: se eu acho o outro burro é porque me acho inteligente? Ou. Ao considerar que o outro é burro estou rejeitando a mensagem principal, de um humano burro, que ainda é uma mensagem? Seja como for, entendi para hoje que o lance é esfriar a cabeça.

Não que a louça se lave sozinha, ou a roupa se passe, mas um tantinho de tempo faz um bem para as relações. Aprendi assim: “Coisas importantes podem esperar. Coisas urgentes devem esperar”. É uma talbinha de salvação.

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