Uma noite com o demônio

é contra um ódio crescente que não consigo mais lutar. eu me rendo a ele facilmente, pela absurda razão de (não querer, não merecer, é isso. principalmente não merecer essa importunação toda) não. 

há um fio de luz que corta as trevas e termina em um bocal pesando pó. esse fio é o que me elevaria à luz, pelo pescoço. creio em deus, creio na elevação pelo pescoço. se todos da fila dão um passo para trás menos um um é o da frente. se todo corpo for para baixo quem sabe a cabeça vá para cima. ninguém se iluminou na ponta que contradiz a do bocal. 

quais são essas trevas, porque tão densas.

Curitiba, 2014.

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