Cadê os partidos?

Evidentemente, o problema da representação política no Brasil passa pelos partidos políticos e pelos movimentos sociais. Quando escrevo “problema” me refiro especificamente à repulsa pela vida pública e à disseminação de mentiras.

Ainda evidentemente, não se pode generalizar ou olhar longe demais. Começo pela experiência que tenho: meus amigos são excelentes eleitores, engajados, curiosos, comprometidos. Alguns são até políticos. Embora um ou outro não se sinta representado, estão dentro, no mesmo barco.

Há, porém, também são meus amigos, os que chegaram à conclusão de que o voto não vale nada, o que invalida – de modo pernicioso – o entendimento de vida boa que conseguimos até aqui. O mundo é um lugar ruim? Sim. A gente enxuga gelo? Sim também. É o momento de parar agora? Não.

Aí que a porca torce o rabo quando o assunto é partido político. Porque o indivíduo que não quer se entregar à pornografia ou à conspiração (BYUNG, 2017) tem de poder acessar os grupos em que pode duvidar, aprimorar e propagar suas ideias. Onde estão os partidos, Jesus Cristo?

Em termos de movimentos sociais, então. O governo do Paraná está para fazer funcionar a primeira cooperativa agrícola indígena do país, com apoio do MST. Será que tudo quanto é ONG existe contra a vida comum? Será que o Estado dá conta da educação, do crédito, da adoção, sozinho?

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