Daqui a pouco, vamos precisar de nossa ‘postura vitoriana’

Escrevi sobre o repórter, o jornalista que nasceu amaldiçoado por não ter qualquer outra opção que não seja ser jornalista, ter de “ostentar certa soberba”. É uma tradução horrorosa do original de Ivor Yorke, mas que tem a ver com certa postura vitoriana. Vamos precisar dela.

Nos últimos anos — talvez bem na última década —, a quantidade de “especialistas” que se atravessou nos assuntos da comunicação social (é um campo científico, sabe?), e somente nas redes digitais, mas nas decisões do jornalismo de grandes emissoras, olhe, não está no gibi.

O resultado a gente já sabe. O mundo está aqui, como está. Particularmente, acho que deu ruim, e vamos ter de “limpar a merda” (foi como uma vez um advogado se referiu ao tratamento de viciados em drogas, a sociedade teria de limpar a merda, segundo ele).

Não necessariamente por uma postura “ideológica” (ou mais aplicadamente econômica), concordamos que há certa pestilência entre o que nos oferecem como “bom” e a realidade de nosso poder de compra, por exemplo. Que mal-estar ir ao mercado, hein?

De volta à necessidade da “postura vitoriana” e também de perdoar. Cedo ou tarde, a maldade de nossos irmãos sobrevirá sobre eles. Perguntarão: “o que fizemos?”. E vamos conceder perdão irrestrito. Afinal, ao terminar deste dia, podemos precisar de perdão também.

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