A mi me encanta el ‘bololo’ brasileño: o uso correto do latim

Motoboy muito louco. Imagem de divulgarempresademotoboy.com.br.

Em dezembro do ano passado, a festa de encerramento da firma foi um triângulo das bermudas de estilos musicais. De hino de time ao sertanejo daquele momento, passou de tudo no som do Saboto. À exceção de duas tentativas minhas de beber e dançar ao som de Shake It Bololo ft. Classics of MPB. Em ambas, a música foi interrompida bruscamente por alguém (não sei quem) que certamente não lida tão bem com o uso popular das línguas latinas, especialmente o português de rua.

Muito longe de comparar MC Bin Laden a Marília Mendonça quanto à importância de popularizar temas sociais, porque você já sabe que me derreti por Marília uma semana antes do acidente de avião dela, estou convicto de eles sejam minhas descobertas recentes mais extravagantes e úteis à pesquisa em comunicação social. Nofa!

Além do som dançante e da letra ridiculamente divertida (porque é muito divertida, eu me mato de rir quase sempre!), o que “Bololo” (a versão remix, com link no primeiro parágrafo) traz-me são dados concretos: mais de 26 milhões de vizualizações; há uma língua própria relacionada à relação com o mundo; jamais é chato.

Anote, minha senhora e meu senhor, que se existe um tipo difícil de lidar no mundo não se trata do neurótico, nem do hipocondríaco, nem mesmo do farsante, mas especificamente do chato. O chato também pode ser chamado de canto. Sabe o cara canto? Vai à festa e fica no canto? Precisa ser movido por forças alheias a qualquer lugar que não seja o canto, porque é uma criança cagada no canto da sala.

‘Deixa os garoto brincar’

Pra gente que trabalha na produção de mídia, tem um trecho de “Bololo” em que se grita repetidamente: “deixa os garoto brincar”, ao que escuto “deixa os cara publicar”. Basicamente, bem basicamente, tenho levado a palavra do “Bololo” comigo por onde passo.

Nenhuma canção é mais “quebra de estado” da Programação Neurolinguística (PNL) que “Bololo”. Ame-o ou deixe-o, mas que ele nos sirva de peteleco nas oreia quanto ao que é unicamente musical, divertido, idioma que também quero entender, falar e escrever fluentemente (mais um? 😆).

Hora de superar a mortandade, sugere a história da arte

Luigi Russolo. "A Revolta". 1911.

Das coisas que li neste ano, uma afirmava que somos uma geração que se ferrou bastante. Sabe como é a coisa egoísta, grudou em mim então acho que é verdade. Tinha a ver com as sucessivas pestes econômicas e virológicas. Não acho que eu tenha sido o único a ver uma carreata de veículos oficiais de sirenes ligadas com uma mensagem no repeat: “não saia de casa”. “Isolamento social” em vez de “distanciamento físico” é uma pulga atrás da orelha. O mundo não acabou foi por pouco.

Ontem mesmo, quero dizer, na ampla amplitude da história, ginásios de esportes se tinham transformado em necrotérios, chegaram a falar que em Manaus pessoas tinham morrido sem ar. Do Ensino Médio guardo comigo uma amiga, queridíssima Stella, amaldiçoada a trabalhar na área da saúde, de quem li “você pode até acreditar em Deus sem reservas até ver alguém morrer sufocado”. Aos que têm fé, tenhamos fé apesar do texto do profeta Jeremias.

“Se estiverem condenados a morrer, vão e morram; se estiverem designados para a guerra, vão e sejam mortos; Se estiverem designados para morrer de fome, vão e morram de fome; se estiverem designados para o exílio, vão para o exílio!”

Tenho a impressão de que de tempos em tempos Deus nos entrega ao pior de nós, porque, de algum modo, isso tudo saiu da cabeça dele e sabe como é a coisa egoísta. Mas é uma leveza que os grandes movimentos de arte, as vanguardas, sejam resultado do que superamos no papel de humanos. Na história da arte, belezas incríveis nos serviram de alívio para as dores da mortandade.

Em 2021, xinguei de um modo violentamente violento um número numeroso de pessoas que me fizeram sentir mal. Acho que foi um passo importante no meu jeito de ver as coisas. “O que não vira palavra vira sintoma”. Já que a pimenta tinha de arder em algum rabo que não fosse no meu. Mas este parágrafo é um pecado e não uma infâmia. E é assim que eu me sinto gente de verdade: “perdoe-me, porque eu estou aprendendo”. Quem sabe façamos, você e eu, livros e filmes a partir dessa ideia de reconexão. Um amor próprio arrebentado é melhor que pular da janela.

No fim das contas, no fim do dia, no fim dos tempos, o que conta é a maneira como tratamos as pessoas. E, graças a Deus e ao trabalho de amigos de verdade que eu poderia listar eternamente, entendo que não se trata de ser o bobo da corte, embora para os japoneses o palhaço seja o mais inteligente que existe, porque é capaz de envolver a todos.

Comunicação é o que se tem no já, no agora. Não vou ser outra coisa agora que eu já não seja desde sempre e para sempre. Chego à conclusão de que sou um péssimo teólogo e um filósofo ainda pior. Mas garanto, meus irmãos, que pedir perdão é o que coloca meu rio no curso quando estou perdido. “Mas eles estão nos matando!”. Então, vá até eles e peça perdão. Vá até eles com o convite da exposição.

A cartografia de Berne é o copo americano da análise

Passamos a falar mal de Freud, Luca e eu, porque, sejamos francos, é uma conversa fácil. Acho, porém, que o psicanalista de Viena nem é tão sexual assim. Quero dizer, na “cartografia” dele, as questões da libido são principais, é verdade. Mas nem ele e nem ninguém que o tenha lido com qualquer seriedade ousaria articular aquelas ideias a uma vivência pornográfica. Quando Freud escreve “aquelas coisas” (recalque, repressão sexual, etc.) ele não se refereao que o senhor assiste na internet, cara pálida – risos. 

Em tendo superado essa questão, voltemos ao que nos interessa neste post: o uso da palavra “cartografia”. Os mapas anamorfos podem aumentar ou diminuir o tamanho dos países em razão do Produto Interno Bruno (PIB), por exemplo. Nesse caso, os Estados Unidos ficariam enormes em relação ao Brasil. Logo, essa “cartografia” serve ao interesse da grana, sem considerar a questão geográfica. Os mapas são uma representação da realidade, logo, a partir de um ponto de vista. 

Quando a gente passa a conversar sobre comunicação, há uma infinidade de mapas servíveis, cada um olhando para o mundo de um jeito. Podemos chamar os agentes da comunicação de: 

  • Soberano – Súdito, ou;  
  • Emissor – Receptor, ou; 
  • Apresentador – Audiência, etc. 

Mas se trata, basicamente, da mesma coisa. Sacou?

Podemos “dar zoom” nas estruturas desses atores, de acordo com alguma filosofia, teologia ou sociologia: 

  • Animista – Religiosa – Científica, ou; 
  • Pai – Filho – Espírito Santo, ou; 
  • Teológico – Metafísico – Científico, etc. 

E, mais uma vez, com uma ou outra peculiaridade, tratamos da mesma coisa.

Em termos de defender um mapa para a comunicação social, ou para a análise organizacional, defendo o do médico militar Eric Berne (1910-1970), com: 

Emissor – Receptor (para a transação comunicacional), e;

Pai – Adulto – Criança (para as camadas de psiquê).

Berne é inteligente e descolado. Por hoje é só.

Vamos patinar enquanto a pesquisa for positivista

Nas aulas de sociologia do Ensino Médio dos anos 2000 para cá, é provável que se tenha ouvido falar no “positivismo” de Auguste Comte (1798-1857). Bem basicamente, ele defendia que teríamos — você e eu — chegado a um nível racional que funciona exclusivamente no “agora”.

Para ele, as imaginações, as fantasias, teriam dado lugar aos “fatos” científicos. É aí que ele fica de um lado, e Sigmund Freud (e eu) de outro.

No entendimento freudiano, embora tenhamos chegado à camada “científica” de desenvolvimento, as coisas do ontem (em termos de evolução da espécie) fazem parte, sim, da vida. É o que chamamos de “fase anímica”. O que aprendemos caçando o almoço ou coletando frutas, lá no “Jardim do Éden”, está dentro de nós e em atividade.

Sabe quando você explica “racionalmente” algo para alguém, e parece que está falando com uma porta? Às vezes, desconfio seriamente tem a ver com a vida “anímica” do interlocutor. É quando a gente “sente” as coisas em vez de pensar sobre elas. Faço diariamente, quem sabe agora mesmo neste post.

Ao amor que me diz ‘foda-se o Instagram’, só penso em você

Uma pessoa em frente a uma janela. Foto: Harvey Robinson.

Hoje, nossa casa tem um cheiro gosto entre incenso “de igreja” (é como me vendem as pedrinhas na lojinha do Santuário) e amaciante de roupas. Apesar de jamais ter ouvido qualquer reclamação sobre fedor de cigarros aqui, sinto que aquela fumaça podre se havia impregnado a longo prazo. Parei de fumar.

Quando contei a Racca sobre o uso de adesivos contra o tabagismo, ele respondeu com uma gargalhada gostosa, disse “depende de onde se cola”. Logo imaginei a boca tapada por fita crepe. Teria sido mais barato que comprar remédio.

Sinto sua falta em todos os intervalos do meu dia. Enquanto encho a caneca de café, ou vou ao banheiro, ou nos caminhos de ida e volta para o almoço, ou quando tenho a ousadia cozinhar (se depender de mim, viveremos a base de coisas simples de preparar) — basicamente, meu dia são essas atividades intercaladas por trabalho —, só penso em você.

De uns anos para cá, caí em uma cilada terrível de parecer uma pessoa feliz. Isto é, acho que tomei por verdade a ideia de fazer coisas complexas, que demandam um tanto e meio de inteligência, como quem brinca com uma “mola-maluca” (lembra da mola-maluca?).

De qualquer maneira, não acho que os graus de dificuldade das coisas sejam assunto, embora eu esteja contando isso para você agora.

No geral, mulheres e homens que têm vivência profissional agem assim, mas não “enfeitam o pavão”. A cilada não é ter “autoestima humilde” (estou lendo um livro do Michel Esparza que é um soco na boca do orgulho), mas achar que tenho o desapego, a auto-suficiência, a felicidade do Instagram. Não tenho, você sabe — risos. Sei que uma parte do que você gosta em mim tem a ver com isso, de qualquer modo. Se eu pudesse, ficava só com você.

Por enquanto, as duas pesquisas que toco, em duas universidades, tomam uma energia descomunal do meu raciocínio. Em uma, sou convidado a olhar para o mundo de um jeito “desamparado”, que é na filosofia. Em outra, estamos todos em uma área de estudo nova e parece que ninguém sabe exatamente para onde está indo (e é exatamente esse o “campo”, a instabilidade da comunicação).

Não vejo a hora de encontrar você para não fazermos nada além das coisas que já fazemos, só que inteiros porque não nos faltamos. Sonho com você me dizendo que foda-se o Instagram.

Espero você sempre. Um beijo.

O ‘mal-estar’ estava aqui antes de Freud; nem tudo vira post

Na primeira terapia que frequentei na vida, com o psicólogo e professor de logoterapia Guilherme Falcão, acreditei que “uma aproximação com a ciência pode ser muito perigosa, enquanto um mergulho profundo nela não”. Eu tomei esse conselho por verdade.

Faço esse “abre” para defender que Freud e a visão unilateral, vienense, eurocêntrica e centenária dele podem soar estanhos quando vistos de longe. No fundo, acho que a psicanálise serve a alguns tipos de mulheres e homens como servem a pornografia e a conspiração a outros.

Encontro na literatura freudiana um contorno em palavras para coisas que eu já tinha descoberto por experiência própria. Não tem nada de novo, “não nos surpreende em nada”, como ele gosta de escrever. Mas é, sim, um alívio em um mundo que insiste em simplificação.

Falar idiomas, clareza no discurso, lead jornalístico, até mesmo os pitches de startups, tudo isso serve à comunicação social, mas não necessariamente à comunicação. Defendo que para certos aspectos da vida, o que não é publicado especialmente, um tanto de repertório é bem-vindo.

O azedume de Freud em “O mal-estar na cultura”, por exemplo, seria capaz de gerar mal-estar no leitor? Claro que não. Acreditar que esse tipo de leitura “dá ideias” ruins é uma ideia ruim. O fato é que é uma biblioteca plural, rica, dá conta de desfazer eventuais excessos.

Semana passada, um amigo próximo me disse para não dar tanta importância ao que se defende não somente a ciência, mas a racionalização como um todo. E faz sentido, porque a vida pode ser um pouco mais gelatinosa, no excelente sentido de molinha, doce, colorida.

Internet 7 x 1 em 5 séculos de pesquisa em jornalismo

Dou-me por vencido quanto ao “manual de redação” da internet, pelo qual o robô, burro que é, não entende português com voz passiva. “Um caminhão de maconha foi apreendido” virou “A polícia apreendeu um caminhão de maconha”. 5̶ ̶s̶é̶c̶u̶l̶o̶s̶ ̶d̶e̶ ̶p̶e̶s̶q̶u̶i̶s̶a̶

Mas não somente isso, infelizmente. Parei de implicar com os “detalhes” que me oferecem nos telejornais. Os âncoras dizem “agora todos os detalhes”. E eu pensava “mas não são ‘informações’?”. Agora, assisto aos “detalhes” e deixo passar batido.

Sem contar ainda a péssima conjugação do imperativo. É “acesse” o site. E não “acessa”. A menos que haja mudança de tempo verbal. “Você acessa o site para saber quando o mundo vai acabar de vez”, por exemplo. Mas quer falar errado? Beleza. Fale mascar chicrete também.

Confundir fé e Estado também é democracia, defende artigo

“‘Um fantasma está atormentando o mundo — o populismo’. Os cientistas sociais Ghita Ionescu e Ernest Gellner notaram isso há 50 anos”. E, no ano passado, os pesquisadores Celso Gabatz e Rudolf von Sinner escreveram um artigo provocador que pergunta: afinal, quem é o povo?

Para os autores de “Populismo e o ‘povo’: precariedades e polarizações como desafio para os direitos humanos na perspectiva de uma teologia pública na contemporaneidade“, é difícil encontrar uma definição precisa quer para ‘povo’ quanto para ‘povo de Deus’.

Eles debatem sobre o papel das igrejas evangélicas que amalgamaram à fé uma certa percepção nacionalista que comunica: “se você não estiver conosco, então você é contra o Brasil”. No contrapeso, o texto tem uma visão otimista. Isso tudo ainda seria democracia.

Defender a infância é uma ação de todo dia, não de memorial

Caiu no meu colo o Plano Decenal dos Direitos da Criança e do Adolescente do Estado do Paraná (2014-2023), com 450 páginas. Minhas impressões começam pelo revés: antes de dar nomes às pessoas que realmente colocaram a mão na massa, vem uma lista infinita de políticos. Chato!

Em tendo superado esse trecho, o que se lê é um deleite para acadêmicos, gestores públicos e defensores da infância. São informações claras a ponto de se anotar: “sobre tal assunto não temos informações”. Mas me permita contar o motivo do meu comentário.

Embora a tal lista de políticos me cause certa náusea (pela hierarquia invertida das coisas, o mérito é dos técnicos que escreveram, primeiro vem o nome do autor!), a assinatura deles é essencial.

Não somente a assinatura, mas um comprometimento que passe por isto: a legislação não muda a realidade, planos não mudam a realidade, mas a ação diária muda, sim.

‘Troca de calçada’: o sertanejo feminista e a ‘puta pobre’

Marília Mendonça, em edição fotográfica que a deixa de cabelo azul. Foto: Reprodução.

Faz uns anos, fui ao Superagui, no litoral do Paraná, para passar ano novo. Naquele época, a ilha ficava cheia de pessoas engraçadas. Tem cada história daquelas vezes. Mas uma que voltou com bastante força agora é a da mulher de cabelo azul.

Estávamos na praça principal da comunidade, uma área não maior que a sala de estar da maior parte das pessoas ricas que encontrei na vida. Bebíamos cerveja e cataia (uma pinga horrorosa que tem fama de ser alucinógena – mas é alucinógena mais por ser pinga do que pelas folhas acrescidas à receita).

Reduto de artistas, jornalistas e gente que não se aborrece com as condições simplíssimas de hospedagem e alimentação, não raro estavam ali quem escreveu com Paulo Leminski, outro que compôs com Ivo Rodrigues, uma infinidade de poeta domésticos, sempre alguém no violão. Foi quando, falando com desconhecidos, de novo, claro, disse que não gostava de música sertaneja. “Dessas novas”, recortei.

Uma mulher alta, magra, trinta e poucos, cabelo bem curtinho azul, às gargalhadas respondeu: “você sabia que o ‘fio de cabelo’ do paletó era um pelo íntimo?”. A gente riu bastante. Na sequência, ela, muito festivamente, contou sobre a música sertaneja, na opinião dela, ter um enquadramento exclusivamente masculino. “O homem é o protagonista o tempo todo. Se a mulher o rejeita, ele não respeita, vai atrás dela mesmo assim”.

Sertanejo feminista

Para a mulher de cabelo azul, as mulheres fazerem música no espaço que era exclusivamente dos homens era uma coisa boa, mesmo que, vá lá, as letras não sejam um ideal de beleza.

Guardei comigo. Eu precisava pensar sobre o assunto.

Anos mais tarde, nestes dias, caiu a ficha do quanto a música das mulheres faz um bem enorme para as minhas emoções, para minhas percepções de mundo. Quando ouvi “Troca de calçada”, de Marília Mendonça, lembrei de duas coisas.

Primeiro, das prostitutas da Visconde de Guarapuava, em Curitiba, que trabalham em uma calçada. Depois, do livro “A ralé brasileira” (SOUZA, 2009) que trata da “puta pobre”.

Letra de ‘Troca de calçada’

Assista à apresentação de Marília.
Se alguém passar por ela
Fique em silêncio, não aponte o dedo
Não julgue tão cedo
Ela tem motivos pra estar desse jeito
Isso é preconceito
Viveu tanto desprezo
Que até Deus duvida e chora lá de cima
Era só uma menina
Que dedicou a vida a amores de quinta
É claro que ela já sonhou em se casar um dia
Não estava nos planos ser vergonha pra família
Cada um que passou levou um pouco da sua vida
E o resto que sobrou, ela vende na esquina
Pra ter o corpo quente, eu congelei meu coração
Pra esconder a tristeza, maquiagem à prova d'água
Hoje você me vê assim e troca de calçada
Só que amar dói muito mais do que o nojo na sua cara
Pra ter o corpo quente, eu congelei meu coração
Pra esconder a tristeza, salto quinze e minissaia
Hoje você me vê assim e troca de calçada
Mas se soubesse um terço da história, me abraçava
E não me apedrejava

SOUZA, Jessé et al. A ralé brasileira: quem é e como vive. Belo Horizonte: UFMG, 2009.